se Brz EMR - Reefer Container Brasil: Reduzindo os Custos de Importação Utilizando Contêiner “NOR
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Reduzindo os Custos de Importação Utilizando Contêiner “NOR


 LM - CENTRO AUTOMOTIVOIDiariamente escutamos os importadores mencionar “preciso reduzir custos”. A briga com os fornecedores para reduzir custos é tão grande, que até parece um caso de vida ou morte.

Pressionar os fornecedores para reduzir custos pode ser um tiro no pé, pois ele pode baixar a qualidade do serviço ou do material fornecido. No universo logístico, a tão sonhada “redução de custos” pode vir de pequenos ajustes ou opções na forma de fazer a logística. Uma mudança no processo ou na forma de execução, uma mudança de material, etc onde ambos clientes e prestadores podem se beneficiar.

No transporte marítimo, esta opção pode ser a utilização do contêiner “NOR” (Non-Operating Reefer), nada mais é do que o Reefer desligado. Este equipamento tem grande utilização no fluxo de exportação do Brasil com a proteína animal sendo o principal produto. E esta necessidade faz com que as Companhias Marítimas tenham que reposicionar este tipo de equipamentos no Brasil. Seja através de um reposicionamento de contêineres vazios ou através dos “NORs”.




Mas o medo de utilizá-lo é tão grande, que muitos importadores perdem ótimas oportunidades de reduzir custos, visto que o frete do NOR pode custar até 50%, 60% do frete de contêiner dry.

Abaixo alguns“mitos e verdades” sobre o contêiner NOR.

1. CONTÊINER REFRIGERADO (REEFER) É ÚMIDO E VAI MOLHAR MINHA CARGA

Mito!! Contêiner vem desligado então não há risco, exceto pela chamada chuva interna (variação da temperatura interna do contêiner, que condensa o ar no seu interior) o mesmo acontece com alguns tipos de dry.

2. CONTÊINER VEM COM CHEIRO E VAI PEGAR NA MINHA CARGA

Mito! Os Reefers são lavados quimicamente para evitar a contaminação em produtos alimentícios. Então não há risco de “pegar” cheiro na sua carga.

3. MINHA CARGA NÃO CABE NO NOR

Geralmente os NOR utilizados são os 40RH, ou seja, high cube reefer, com altura igual ao 40HC. Porém devido ao motor, o comprimento interno é menor. A capacidade máxima em regra é de até 67 M³, 9 m³ a menos que um 40HC . Já o peso se mantém conforme ISO, suportando em torno de 27 tons. Uma carga que cabe em 40HC cabe com alguns ajuste e acomodação caberá em um NOR  lembrando que pelo fato da unidade está desligada não será necessário respeitar a linha limite.

4. NÃO CONSIGO ESTUFAR MINHA CARGA:

O chão é de metal, o que prejudica a colocação de pregos para fixação das cargas pelos shippers. Porém facilita a limpeza, inclusive manchas de óleo (muito comum ser cobrado limpeza/reparo em dry). Aqui é necessário apenas fazer pequenos ajustes na forma de estufar para conseguir reduzir custos.

5. MAIS FÁCIL DE SER AVARIADO:
As paredes do contêiner são de material isotérmico, obviamente mais frágeis que o aço do contêiner normal. Porém pressupõe que a desova será feita com cuidado, evitando choques da mercadoria, empilhadeira ou paleteia com a parede do contêiner, seja ele NOR ou normal. Então risco de avaria apenas se for negligente na desova

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6. TEM CUSTO MAIS BARATO:

VERDADE! Brasil exporta muitos reefers, principalmente de carnes e frutas, e precisam retorná-los para recompor os estoques. Conforme já informado acima, como o fluxo de importação de cargas refrigeradas é muito menor que na exportação, os armadores oferecem o NOR como opção de frete mais barato para não ter que trazê-los vazios, gerando custos para sua operação. Bom para o armador, que consegue receita com frete de retorno do contêiner e bom para o importador, que pode reduzir custos da sua importação. Como mencionado acima, o frete do NOR pode chegar a 50%, 60% do frete de contêiner dry, ou seja, uma bela redução de custo!

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